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Acredito que não preciso comentar sobre os fatos recentes em Santo André, na grande São Paulo, mas, para que ainda não saiba - situação que acho impossível devido as “coberturas especiais” da Rede Globo, Record e demais redes de televisão - sobre uma adolescente que foi vítima de seqüestro do ex namorado e que faleceu após levar um tiro do mesmo e, sua amiga que também foi atingida por um projétil na boca. As duas vítimas de um rapaz descontrolado que ainda acredita em pleno século XXI ser amado pelo medo, ou pior, acreditar ser dono dessa pessoa e achar que isto é amor. Pois bem, não foi para criticar o rapaz que me dei ao trabalho de redigir estas linhas, mas, para pedir que alguém tente me explicar o que foi a ação da polícia no caso citado? E para colocar a minha opinião sobre as várias ocorrências que levaram este caso ao desfecho ocorrido.
Até quando deixaremos que pessoas inocentes paguem por um governo corrupto e mal preparado? Até quando seremos “atacados” por uma polícia que prioriza a vida do bandido? Vejo constantemente na TV sobre mães que falam aos jornais sobre o descaso do governo ao transferirem seus filhos de penitenciárias, FEBEMs, alegando que ficará quase impossível de vê-los! Ao sensacionalismo de nossas mídias que persistem em mostrarem essas situações para ganharem Ibope. Porém, gostaria de saber, se possível, como ficam as mães dos rapazes, ou moças, que estes detentos assassinaram? Acredito que as mães desses detentos são diretamente responsáveis pelo caminho que seus filhos, hoje condenados, “tomaram”.
Pois bem, não quero aqui criticar apenas a polícia – apesar de imensa culpa no caso - porque imagino as manchetes na manhã seguinte se matassem o rapaz. Afastariam o policial, iriam “massacrá-lo” por seu ato e outras situações de punição. Então me pergunto, sabemos ao certo o que queremos para nossa segurança? Sabemos de que lado das leis nos encontramos? Essa é uma questão que não sabemos responder, porque acredito que essa resposta depende do lado da situação em que estaremos, ou seja, não temos um senso comum sobre a atuação do governo e polícia. Deixo muito claro que toda a regra tem sua exceção! Logo, não quero generalizar a situação, porque também acredito que há pessoas que saibam o que é certo “custe o preço que custar” e farão o que é certo. Porém, me recordo do caso da Suzane von Richthofen que assassinou os pais com o namorado! Bem, penso que poucas pessoas se lembrem que tempos depois ela apareceu algemada em um cano ou algo assim, não me recordo ao certo a situação, essa matéria foi exibida no programa “Fantástico da rede Globo”, mas me recordo bem sobre o que os Direitos Humanos falaram a respeito! Bem, para mim, Direitos Humanos são para pessoas humanas que, logo, respeitam a lei! Situação que não ocorreu nos dois casos citados. Situação em que sempre prioriza a vida, quase sempre a do bandido. E se alguém estiver pensando algo contrário, reforço meu pensamento com a barbaria daquele menino que foi arrastado pelo cinto de segurança no Rio de Janeiro, perdoem me pela maneira que cito os fatos, mas a intenção é chocar mesmo! Estou cansado de ver matérias assim e nada acontecer.
Mas voltando ao caso de Santo André, não entendo que houve apenas um ou dois culpados para a tragédia, mas uma gama de situações que levaram a isso: longa duração nas negociações, intervenção brutal das televisões, falta de preparo da polícia e, claro, a absurda deciaõ de permitirem o retorno da moça ao cativeiro. Pois bem, poderia escrever mais um texto argumentando sobre as diversas opiniões de especialistas sobre um possível desfecho no caso e, claro, sobre situações parecidas em países desenvolvidos, como comentou o brasileiro instrutor da SWAT em Dallas, Estados Unidos, mas acho que é perda de tempo, pois o que fica claro é que o povo brasileiro, salvo as famílias atingidas, não levam mais do que alguns meses para apagarem essas tragédias de suas memórias. O pior é, a pessoa que morre, ou fica tetraplégica, ou de alguma maneira perde sua “vida”, se torna apenas mais um número, ou pior, apenas “dão” lucros para as TVs enquanto novos inocentes serão sacrificados em troca dos Direitos Humanos, governos incopetentes, leis falhas, resumindo, de quem não cumprem seus reais direitos.
Poderia escrever por horas, mas ao chegar neste ponto observo o tempo gasto para escreve-las e não consigo ver uma outra razão para tal a não ser registrar minha indignação por um país que possui os maiores códigos de direitos do mundo e, porém, os mais abertos à contradições (os advogados que estiverem lendo podem dizer melhor), bem, precisei escrever tudo isso para apenas fazer uma pergunta baseada em todas outras acima, em suma, essa é a verdade, somos vitimas de situações de interesses. Não concorda?
Quase sempre ocorre nos momentos de solidão, pois são nessas horas que não temos alegrias momentâneas, que sempre ao girarem voltam para um grande amor, um parente querido que se foi, ou seja, algo ou alguém que perdemos e que não terá mais volta. É incrível como sabemos que nada é eterno, falamos em alta voz, porém quando a ocasião ocorre conosco sofremos como se não soubéssemos de nada. Torturamos-nos por erros já conhecidos, ou simplesmente pela dor da culpa, culpa aquela que conhecíamos, mas jamais achamos que poderia ocorrer conosco. Bem, mas como superar essas situações sozinhos? Devemos buscar a felicidade num amor ou em outro objetivo de vida? Uma família, um filho, um sonho de trabalho, seja qual forem seus sonhos, apenas reflita se ele é a busca pela sua felicidade ou é simplesmente um prazer momentâneo?
Sei que são questões difíceis de responder, mas acredito que são algumas que realmente nos podem fazer com que sejamos felizes! Por que buscar a pessoa certa para nós, se sabemos que todos erram e não são perfeitos? Um amor pode ser para sempre, mesmo que não esteja mais presente, depende de como analisamos, será que nos amarguramos pela raiva de algum mal que está pessoa nos fez ou olhamos todos os momentos felizes e entendemos que simplesmente acabou e cada um deve seguir o seu caminho? Nunca ninguém passa um ano, dois anos, 10 anos com alguém e é sincero quando diz que “ainda bem que acabou”. Os anos passam e depois essa pessoa se torna indiferente a você e você imagina como pode ter amado tanto alguém que hoje nem sabe onde está. Pois é, é a vida, o sentido da vida, nenhuma situação ou pessoa é eterna! Somos feitos de fazes, somos escravos de situações e momentos, mais não percebemos quando nós mudamos, apenas quando somos parte da mudança de alguém.
Amar alguém exige sacrifícios, mas esses sacrifícios podem se tornar fáceis se pensarmos que estamos fazendo a pessoa ao nosso lado feliz. Essa deve ser a essência do verdadeiro amor, sem egoísmos, afrontas, amar pelo bem que o relacionamento nos faz, apenas pelo simples motivo de sermos amados por alguém e não pela pessoa, não pelo prazer. Às vezes ,quando procuramos a pessoa para estar ao nosso lado, somos egoístas o buscar uma pessoa que nós queremos e apenas nós, não afirmo que devemos amar que nos ama porque isso é bonito na teoria, mas aproveitar os momentos, a vida passa muito rápida, e como diz um antigo professor: “vivemos como se nunca fossemos morrer e acabamos morrendo como se nunca tivéssemos vivido”. E se o amanhã não chegar? E se os planos por algum motivo tomarem outros rumos? “o ontem está no túmulo, o amanhã está no útero, temos apenas o presente.” Quantas pessoas passaram pela sua vida e se foram sem que você as dissesse que as amava, o quanto elas eram importantes para você? A relação entre as pessoas é muito simples, nós complicamos a situação. Logicamente, que as pessoas não são iguais, porém, desde que o mundo é mundo, as pessoas buscam a felicidade e um grande amor. Não importa o quanto à tecnologia e a evolução humana corra, são preceitos internalizados.
Um amor pode ser eterno, mas depende exclusivamente de como vemos essa relação. Não podemos nos esconder atrás de desejos momentâneos, pois quando a noite cai, a chuva esvazia a rua e os bares, há situação de solidão, são nesses momentos que as lembranças aparecem e são nessas horas que refletimos, ou tentamos, sobre nossas situações, assim, não espere o martírio dos sonhos platônicos, viva, corra, lute, busque, leve com você apenas duas coisas: um grande sorriso e uma palavra amiga, o resto Deus fará por nós.